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Tragédia

Homem de 27 anos é encontrado morto dentro de residência na Vila Juquita, em Maracaju

Vítima foi encontrada já sem vida por familiares dentro da residência; Polícia Civil esteve no local.

Redação - Noticidade
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Homem de 27 anos é encontrado morto dentro de residência na Vila Juquita, em Maracaju

Investigadores da Polícia Civil estiveram no local e o caso foi registrado como suicídio. (Foto: Arquivo - Noticidade)

Um homem de 27 anos identificado pelas iniciais H.L.F.P. foi encontrado morto na tarde deste domingo (2), dentro de uma residência localizada na Vila Juquita, em Maracaju. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após receber informações sobre a ocorrência e se deslocou até o imóvel. No local, os policiais encontraram duas mulheres, mãe e filha, que estavam em estado de choque.

Segundo o relato registrado pela polícia, a filha estava na residência com a vítima, que era seu namorado, mas havia saído do imóvel. Ao retornar com a mãe, as duas encontraram o homem já sem sinais aparentes de vida dentro do quarto.

A filha acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia e tentou prestar os primeiros procedimentos de atendimento até a chegada das equipes. Uma guarnição dos Bombeiros esteve no endereço e constatou o óbito.

Posteriormente, investigadores da Polícia Civil de Maracaju compareceram ao local para realizar os procedimentos de praxe e liberar o corpo, que foi posteriormente retirado por uma empresa funerária.

Ainda conforme o boletim, as testemunhas afirmaram não saber o que teria levado o homem a tirar a própria vida. Elas relataram que ele aparentava estar bem e que não havia ocorrido qualquer discussão ou desavença entre eles antes do ocorrido.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju para as providências cabíveis.

Como ajudar alguém com pensamentos de morte - Os familiares e amigos devem, sobretudo, se dispor a se aproximar de alguém que demonstra estar sofrendo ou que apresenta mudanças acentuadas e bruscas do comportamento. É preciso estar disposto a ouvir e, se não se sentir capaz de lidar com o problema apresentado, ir junto em busca de quem possa fazê-lo mais adequadamente, como um médico, enfermeiro, psicólogo ou até um líder religioso. De acordo com os médicos, o ideal é que a pessoa seja encaminhada a um psiquiatra e seja medicada. E, no mundo ideal, que tenha um acompanhamento de um terapeuta e o apoio da família.

Outro fator importante a ser lembrado é que, caso a pessoa precise fazer uso de algum medicamento, ele não tem efeito imediato. Por isso, os primeiros 30 dias após uma tentativa de suicídio e o início do tratamento são os que precisam de mais atenção.

Na rede pública, a indicação é procurar os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Por lá, é possível marcar uma consulta com um psiquiatra ou psicólogo. O Centro de Valorização da Vida (CVV), fundado em 1962 faz um apoio emocional e preventivo do suicídio pelo número 188.

É preciso falar sobre suicídio - Apesar dos mitos envolvendo o tema, a prevenção ao suicídio avança. Na década de 1980, um estudo nos EUA afirmava que essas mortes poderiam ocorrer por imitação. E esse trabalho reforçou a ideia de que "não podemos falar sobre o assunto". Mais de 30 anos depois, a Organização Mundial da Saúde vai na direção contrária, dizendo que, sim, precisamos conversar sobre o suicídio.

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