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Vereadores cobram resposta das forças policiais sobre atentados envolvendo facções

Os vereadores pediram uma operação com apoio de forças policiais de Campo Grande e intensificação de rondas e abordagens para identificar membros de facções.

Redação - Noticidade
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Vereadores cobram resposta das forças policiais sobre atentados envolvendo facções

Reunião pede ação das forças policiais. (Foto: Assessoria)

Vereadores de Sidrolândia receberam na Câmara Municipal nesta segunda-feira (21), o comandante major Francisco Rogeliano Ferreira Cavalcante da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM) e o Tenente Garcia que atua como comandante da Força Tática.

Em pauta, a segurança do município que visto com receio o crescimento de homicídios e ataques a tiros envolvendo facções criminosas. Sidrolândia atravessa uma sequência de violência armada que, em pouco mais de um mês, deixou cinco pessoas mortas e outras três feridas.

Os vereadores pediram uma operação com apoio de forças policiais de Campo Grande e intensificação de rondas e abordagens para identificar membros de facções.

Os ataques, concentrados principalmente nos bairros São Bento, Jatobá e Cascatinha, apresentam dinâmicas distintas, mas elementos comuns — uso de pistolas calibre 9 mm, motocicletas, grupos armados e execuções direcionadas — que levaram a Polícia Civil a investigar se parte dos episódios está ligada a disputas entre facções.

O caso mais recente ocorreu na madrugada deste domingo (20), no Bairro São Bento. Uma mulher de 30 anos foi baleada nas pernas dentro de um carro. Segundo o boletim de ocorrência, dois homens em uma motocicleta atiraram contra um amigo dela e continuaram disparando durante a fuga. A vítima foi socorrida e levada ao hospital.

A onda de ataques teve um dos capítulos mais graves na noite de quinta-feira (10), quando o adolescente Raphael Deiner Santos Barbosa, de 17 anos, foi executado a tiros enquanto estava sentado com amigos em frente à residência onde morava, no Bairro São Bento. Poucas horas depois, já na madrugada de sexta-feira (11), Leomar Nunes, de 37 anos, foi baleado no Bairro Jatobá em um ataque marcado por disparos e pelo uso de artefatos semelhantes a coquetéis molotov. Ele não resistiu. Com as duas mortes em menos de 24 horas, Sidrolândia chegou a 13 homicídios registrados em 2026 — número que, segundo levantamento da imprensa local, já supera os registros dos dois anos anteriores.

Dois dias depois, em 13 de setembro, outro rapaz ficou ferido em um ataque e precisou ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande.O caso mais recente e o assassinato no São Bento. Na manhã de sábado (19), Douglas Amorim Lopes, de 36 anos, conhecido como "Douglinhas", foi assassinado no Bairro São Bento. Menos de 24 horas depois, na madrugada de domingo (20), ocorreu o ataque em que a mulher de 30 anos foi atingida — episódio que a Polícia Militar e a Civil passaram a analisar diante da possibilidade de ligação com os demais casos.

Antes da sequência de setembro, Sidrolândia já havia registrado episódios de extrema violência. No dia 15 de agosto, Diogo Amorin Acosta foi baleado várias vezes no Bairro São Bento. Moradores acionaram a Polícia Militar após ouvirem diversos disparos e gritos. Os policiais encontraram a vítima caída no chão, com múltiplas perfurações pelo corpo. Ele sobreviveu.

No fim da tarde de 26 de agosto, Alessandro dos Santos, conhecido como "Costela", foi baleado com seis disparos no tórax em frente a uma borracharia na Rua Ponta Porã, na região do Cascatinha II. Ele morreu no local. Horas depois, na noite do mesmo dia, Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos, foi executado dentro de uma residência no Residencial Cascatinha Dois. Segundo o relato de uma testemunha à polícia, sete homens encapuzados se passaram por policiais, arrombaram o portão, renderam uma moradora — mantida de joelhos na cozinha — As investigações abertas após os crimes de agosto já resultaram em prisões. Um dia após a execução de Cleiderson, a Polícia Civil prendeu um suspeito de 31 anos, com quem foram apreendidos uma arma e cerca de 750 g de cocaína. Em 31 de agosto, Pedro Martinz Filho, de 32 anos, conhecido como "Pedrinho", também foi preso preventivamente. Segundo a investigação, ele teria participado diretamente da execução.

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