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Homem é condenado a mais de 23 anos por feminicídio da companheira em Maracaju

Edemar Santos Souza foi sentenciado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Doralice da Silva, ocorrido em junho de 2025.

Redação - Noticidade
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Homem é condenado a mais de 23 anos por feminicídio da companheira em Maracaju

Edemar Santos quando foi preso. (Foto: Reprodução)

Edemar Santos Souza, de 32 anos, foi condenado a 23 anos e 5 meses de prisão pelo feminicídio de Doralice da Silva, de 42 anos, em Maracaju. O julgamento ocorreu nesta semana pelo Tribunal do Júri, que reconheceu a autoria e a materialidade do crime.

A sentença estabeleceu o regime inicial fechado e determinou a execução provisória da pena, mantendo Edemar preso.

Segundo informações do site Tudo do MS, os jurados acolheram a acusação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e reconheceram que o assassinato foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstância considerada na aplicação da pena.

Crime ocorreu após discussão

Doralice foi assassinada na noite de 20 de junho de 2025, dentro de sua residência, na Rua dos Pereiras, na Vila Juquita.

Conforme a investigação, o crime aconteceu depois de uma discussão motivada por ciúmes. Edemar contou durante o interrogatório que viu a companheira chegar de motocicleta acompanhada por um carro e questionou se ela teria interesse em se relacionar com o homem que estaria no veículo.

Ainda segundo o relato apresentado no processo, após a resposta da vítima, Edemar a agrediu com um soco, fazendo com que ela caísse, e depois utilizou uma faca para atacá-la.

Durante o julgamento, foi apontado que Doralice sofreu diversos golpes, principalmente na região do pescoço. Ela também foi agredida com socos no rosto mesmo depois de já estar gravemente ferida.

Confissão ocorreu durante investigação

De acordo com o delegado Pedro Paiva, responsável pelo caso, Edemar inicialmente negou envolvimento no assassinato e chegou a apontar outra pessoa como responsável pelo crime.

Com o avanço das investigações e diante das provas reunidas pela Polícia Civil, entretanto, ele acabou confessando o homicídio.

Após matar Doralice, Edemar teria tentado limpar os vestígios de sangue deixados dentro da residência. Em seguida, recolheu seus pertences e deixou o imóvel empurrando uma carriola em direção ao Bairro Nenê Fernandes.

Posteriormente, ele indicou aos investigadores o local onde havia escondido as roupas utilizadas no crime e a faca apontada como arma do feminicídio.

Na definição da condenação, a Justiça também levou em consideração as consequências provocadas pelo crime. Doralice deixou duas filhas, que tinham 9 e 16 anos quando a mãe foi assassinada.

Com a decisão do Tribunal do Júri, Edemar deverá cumprir a pena de 23 anos e 5 meses em regime fechado, permanecendo preso.

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