Sidrolândia 67 anos: Marlene chegou na cidade quando nem tinha Rua na Vila Sapé
Sidrolândia 67 anos: Marlene chegou na cidade quando nem tinha Rua na Vila Sapé

Sidrolândia 67 anos: Marlene chegou na cidade quando nem tinha Rua na Vila Sapé

Um aniversário se faz com histórias de alegria, hoje Sidrolândia completa mais um ano de existência e o Noticidade traz uma série com relatos e homenagens a nossa gente.
Uma moradora antiga da cidade, bastante conhecida, é a presidente do bairro Jandaia, Marlene Brito, 59 anos, ela reside em Sidrolândia desde os 17 anos de idade.
Um aniversário se faz com histórias de alegria, hoje Sidrolândia completa mais um ano de existência e o Noticidade traz uma série com relatos e homenagens a nossa gente.
Uma moradora antiga da cidade, bastante conhecida, é a presidente do bairro Jandaia, Marlene Brito, 59 anos, ela reside em Sidrolândia desde os 17 anos de idade.
“Eu vim com a minha família do Paraguai, quando chegamos aqui não tinha rua e nem energia elétrica, era gerador e ele era desligado às 22 horas. As ruas eram trieiros, aqui onde eu moro [bairro Jandaia] é a antiga vila Sapé, era poucas casas, pouca gente que morava aqui, era muito matagal”. Marlene tem três filhos e todos nasceram na casa onde reside, sua mãe era a parteira.
Segundo ela, a situação era muito precária e tudo piorava quando chovia. “Quando chovia a gente não saia, se quisesse sair tinha que amarrar a sacolinha no pé”, falou sorrindo.
Hoje, os jovens e os novos moradores apenas veem os trilhos de trem, mas os moradores ‘raízes’ conheceram e mais: viajaram na Maria Fumaça. Marlene mesmo revelou que amava viajar de trem. “Eu viajava muito, eu ia bastante para o Paraguai buscar mercadoria para revender”, recordou. De acordo com ela, passagem era muito barata, toda semana ela pegava o trem e partia rumo ao país vizinho. “Eu ia mesmo, era baratinho, só que demorava mais, era um dia inteiro, mas eu gostava”, destacou.
“Eu vim com a minha família do Paraguai, quando chegamos aqui não tinha rua e nem energia elétrica, era gerador e ele era desligado às 22 horas. As ruas eram trieiros, aqui onde eu moro [bairro Jandaia] é a antiga vila Sapé, era poucas casas, pouca gente que morava aqui, era muito matagal”. Marlene tem três filhos e todos nasceram na casa onde reside, sua mãe era a parteira.
Segundo ela, a situação era muito precária e tudo piorava quando chovia. “Quando chovia a gente não saia, se quisesse sair tinha que amarrar a sacolinha no pé”, falou sorrindo.
Hoje, os jovens e os novos moradores apenas veem os trilhos de trem, mas os moradores ‘raízes’ conheceram e mais: viajaram na Maria Fumaça. Marlene mesmo revelou que amava viajar de trem. “Eu viajava muito, eu ia bastante para o Paraguai buscar mercadoria para revender”, recordou. De acordo com ela, passagem era muito barata, toda semana ela pegava o trem e partia rumo ao país vizinho. “Eu ia mesmo, era baratinho, só que demorava mais, era um dia inteiro, mas eu gostava”, destacou.
Um dos irmãos de Marlene é o Olympio Assunção de Brites, 73 anos, mais conhecido como Chicão, ele foi professor de ensino geral da 1ª a 4ª série e só parou porque o Governo exigiu faculdade para dar aula. “Eu era professor, trabalhei doze anos, dava aula em uma escolinha no Barro Preto, hoje é a aldeia Buriti, depois exigiram ser formado e me afastei porque não podia mais, naquela época era mais difícil fazer uma faculdade”, justificou.
Chicão lembra dos avanços que a cidade teve. “A Prefeitura antigamente era em uma casa alugada perto do Banco Bradesco, com o tempo que construíram o prédio onde ela está hoje. A rodoviária era na esquina do hotel Acácia, bem em frente ao antigo cartório. Assentamento não existia, muita coisa evoluiu”, afirmou.
Com o tempo, a migração de pessoas fez com que a cidade crescesse e teve até cinema. “O cinema era em frente onde hoje é o espetinho do Bael, depois aconteceu uma tragédia e parou de funcionar. O lazer que tinha era jogar bola, chegava o fim de semana os campinhos eram cheios de gente, era bastante divertido”, ressaltou. “Até as mulheres jogavam bola, todo mundo se dava bem”, complementou Marlene.
O passado da cidade, contado pelos moradores que aqui estão há muito tempo, revelam que os laços de amizades foram e são fortes, um dos fatos determinantes para que não saíssem daqui e fossem morar em outro lugar. Tanto para Marlene quanto para Chicão, a cidade de Sidrolândia é tudo, a cidade ‘mãe’ que os acolheu onde puderam criar as suas raízes e viver.
Um dos irmãos de Marlene é o Olympio Assunção de Brites, 73 anos, mais conhecido como Chicão, ele foi professor de ensino geral da 1ª a 4ª série e só parou porque o Governo exigiu faculdade para dar aula. “Eu era professor, trabalhei doze anos, dava aula em uma escolinha no Barro Preto, hoje é a aldeia Buriti, depois exigiram ser formado e me afastei porque não podia mais, naquela época era mais difícil fazer uma faculdade”, justificou.
Chicão lembra dos avanços que a cidade teve. “A Prefeitura antigamente era em uma casa alugada perto do Banco Bradesco, com o tempo que construíram o prédio onde ela está hoje. A rodoviária era na esquina do hotel Acácia, bem em frente ao antigo cartório. Assentamento não existia, muita coisa evoluiu”, afirmou.
Com o tempo, a migração de pessoas fez com que a cidade crescesse e teve até cinema. “O cinema era em frente onde hoje é o espetinho do Bael, depois aconteceu uma tragédia e parou de funcionar. O lazer que tinha era jogar bola, chegava o fim de semana os campinhos eram cheios de gente, era bastante divertido”, ressaltou. “Até as mulheres jogavam bola, todo mundo se dava bem”, complementou Marlene.
O passado da cidade, contado pelos moradores que aqui estão há muito tempo, revelam que os laços de amizades foram e são fortes, um dos fatos determinantes para que não saíssem daqui e fossem morar em outro lugar. Tanto para Marlene quanto para Chicão, a cidade de Sidrolândia é tudo, a cidade ‘mãe’ que os acolheu onde puderam criar as suas raízes e viver.

Valdir Garcia apresentou propostas para áreas como direitos indígenas, emendas parlamentares e organização do Congresso.

Preço médio divulgado pela referência nacional serve como base de negociação, mas condições reais do veículo continuam pesando na avaliação final.

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