Delegado de Maracaju autua diretor da Santa Casa por negar prontuário médico
Delegado de Maracaju autua diretor da Santa Casa por negar prontuário médico

Delegado de Maracaju autua diretor da Santa Casa por negar prontuário médico

O delegado titular da Polícia Civil de Maracaju, Guilherme Sarian autuou o diretor clínico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Lopes Verardo, por desobediência após se negar a fornecer o prontuário médico de um paciente à Polícia Civil.
A vítima, de 36 anos, foi internada em março na unidade hospitalar, após ser alvo de uma tentativa de homicídio, em Maracaju.
O delegado destacou que o diretor clínico do hospital, se negou a fornecer o prontuário do paciente por duas vezes, com a justifica de que o envio dos documentos inflige o princípio do sigilo médico, que proíbe a divulgação das informações confidenciais do paciente.
"Eu encaminhei dois ofícios explicando que a requisição estava dentro da minha alçada como autoridade policial, que existe uma lei federal que respalda o delegado, mesmo assim os pedidos foram negados", comenta o delegado. O hospital teria informado que as informações só poderiam ser repassadas por determinação da Justiça.
O delegado explica que o prontuário médico seria anexado ao inquérito policial, que visa confirmar a materialidade e fornecer os indícios da autoria da tentativa de homicídio contra o paciente. "As informações tendem a favorecer o próprio paciente, é para fazer justiça com a própria vítima", completa o delegado.
A constituição de fato atribui ao delegado o poder de requisitar dados e documentos necessários para investigação de crimes. Guilherme alertou o diretor clínico da Santa Casa que a negativa poderia incorrer no crime de desobediência, mesmo assim os ofícios não foram acatados. A "desobediência" do diretor clínico da unidade também foi informada a Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de MS).
A Santa Casa informou que a atuação da diretoria clínica do hospital está em "conformidade com a Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1605/2000, baseada no Parecer CFM nº 22/2000, com o Parecer da Assessoria Jurídica CRM/MS - 46/2020 e com o Artigo 89, Capítulo X, do Código de Ética Médica".
Em relação às cópias do prontuário do paciente, o hospital informa que foram todas encaminhadas na data de 23/9/2021, para o perito médico legista oficial, lotado na cidade de Maracaju, "a quem cabe a realização dos Exames de Corpo de Delito, desde que, de posse da requisição da autoridade policial", informou o hospital.
"Ressaltamos que toda conduta tomada é respaldada pelo Código de Ética Médica no que se refere ao sigilo de prontuário. Toda e qualquer solicitação deve ser feita pelo próprio paciente, familiar responsável e/ou autoridade desde de haja expressão por escrito a autorização do paciente", conclui o hospital em nota.
Tentativa de homicídio - O prontuário solicitado à Santa Casa é de um paciente, de 36 anos, vítima de uma tentativa de homicídio ocorrida em uma fazenda de Maracaju, no dia 19 de março deste ano. Ele foi baleado no olho pelo ex-sogro, de 60 anos, ao ir buscar a filha, de 2 anos, na propriedade rural.
Aquele seria o primeiro encontro da vítima com a criança, após decisão judicial concedendo a ele o direito de visita. A menina estava no colo do pai quando ele foi baleado. Na sequência, a vítima foi socorrida por testemunhas ao hospital da cidade e, na sequência encaminhado com "vaga zero" para a Santa Casa de Campo Grande.
(Com informações do Campo Grande News)
O delegado titular da Polícia Civil de Maracaju, Guilherme Sarian autuou o diretor clínico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Lopes Verardo, por desobediência após se negar a fornecer o prontuário médico de um paciente à Polícia Civil.
A vítima, de 36 anos, foi internada em março na unidade hospitalar, após ser alvo de uma tentativa de homicídio, em Maracaju.
O delegado destacou que o diretor clínico do hospital, se negou a fornecer o prontuário do paciente por duas vezes, com a justifica de que o envio dos documentos inflige o princípio do sigilo médico, que proíbe a divulgação das informações confidenciais do paciente.
"Eu encaminhei dois ofícios explicando que a requisição estava dentro da minha alçada como autoridade policial, que existe uma lei federal que respalda o delegado, mesmo assim os pedidos foram negados", comenta o delegado. O hospital teria informado que as informações só poderiam ser repassadas por determinação da Justiça.
O delegado explica que o prontuário médico seria anexado ao inquérito policial, que visa confirmar a materialidade e fornecer os indícios da autoria da tentativa de homicídio contra o paciente. "As informações tendem a favorecer o próprio paciente, é para fazer justiça com a própria vítima", completa o delegado.
A constituição de fato atribui ao delegado o poder de requisitar dados e documentos necessários para investigação de crimes. Guilherme alertou o diretor clínico da Santa Casa que a negativa poderia incorrer no crime de desobediência, mesmo assim os ofícios não foram acatados. A "desobediência" do diretor clínico da unidade também foi informada a Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de MS).
A Santa Casa informou que a atuação da diretoria clínica do hospital está em "conformidade com a Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1605/2000, baseada no Parecer CFM nº 22/2000, com o Parecer da Assessoria Jurídica CRM/MS - 46/2020 e com o Artigo 89, Capítulo X, do Código de Ética Médica".
Em relação às cópias do prontuário do paciente, o hospital informa que foram todas encaminhadas na data de 23/9/2021, para o perito médico legista oficial, lotado na cidade de Maracaju, "a quem cabe a realização dos Exames de Corpo de Delito, desde que, de posse da requisição da autoridade policial", informou o hospital.
"Ressaltamos que toda conduta tomada é respaldada pelo Código de Ética Médica no que se refere ao sigilo de prontuário. Toda e qualquer solicitação deve ser feita pelo próprio paciente, familiar responsável e/ou autoridade desde de haja expressão por escrito a autorização do paciente", conclui o hospital em nota.
Tentativa de homicídio - O prontuário solicitado à Santa Casa é de um paciente, de 36 anos, vítima de uma tentativa de homicídio ocorrida em uma fazenda de Maracaju, no dia 19 de março deste ano. Ele foi baleado no olho pelo ex-sogro, de 60 anos, ao ir buscar a filha, de 2 anos, na propriedade rural.
Aquele seria o primeiro encontro da vítima com a criança, após decisão judicial concedendo a ele o direito de visita. A menina estava no colo do pai quando ele foi baleado. Na sequência, a vítima foi socorrida por testemunhas ao hospital da cidade e, na sequência encaminhado com "vaga zero" para a Santa Casa de Campo Grande.
(Com informações do Campo Grande News)

Valdir Garcia apresentou propostas para áreas como direitos indígenas, emendas parlamentares e organização do Congresso.

Preço médio divulgado pela referência nacional serve como base de negociação, mas condições reais do veículo continuam pesando na avaliação final.

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