Noticidade
Tragédia

Homem de 57 anos morre após disparo acidental em assentamento de Sidrolândia

Vítima teria ameaçado tirar a própria vida após uma discussão; esposa tentou retirar a arma e acabou ferida no dedo durante o disparo.

Redação - Noticidade
Publicada em
Atualizada em
Homem de 57 anos morre após disparo acidental em assentamento de Sidrolândia

Vítima foi encaminhada ao Hospital após o disparo. (Foto: Arquivo - Noticidade)

Um homem de 57 anos morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na noite desta quarta-feira (19), na região do Assentamento Eldorado I, próximo ao distrito de Capão Seco, em Sidrolândia. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio e morte decorrente de fato atípico.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após a entrada de um homem ferido por disparo de arma de fogo no Hospital Municipal de Sidrolândia. Ao chegar à unidade, a equipe médica informou que a vítima já estava sem vida. O ferimento estava localizado na região do tórax e seria compatível com um disparo de arma de fogo, aparentemente de calibre .22.

A esposa da vítima relatou aos policiais que o marido possuía histórico de episódios depressivos e, após uma discussão, teria passado a ameaçar reiteradamente tirar a própria vida. Conforme o relato, ele estava armado com uma garrucha.

Em determinado momento, a mulher tentou retirar a arma das mãos do marido para impedir que ele atentasse contra a própria vida. Durante a tentativa de desarmá-lo, ocorreu um único disparo.

O tiro atingiu o dedo mínimo da mão direita da mulher e também o tórax do homem.

Após o disparo, a esposa acionou o genro, que mora nas proximidades, para ajudar no socorro. Os dois colocaram a vítima do disparo em um veículo particular e iniciaram o deslocamento em direção à cidade.

Durante o trajeto, eles encontraram uma equipe do Corpo de Bombeiros, que assumiu o atendimento e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal. Apesar dos esforços, ele não resistiu ao ferimento.

Após colher os primeiros relatos, a equipe policial seguiu até a propriedade rural onde ocorreu o disparo, em frente ao distrito de Capão Seco, no Assentamento Eldorado I.

O local foi isolado para os trabalhos periciais, embora já apresentasse alterações devido à retirada da vítima para atendimento médico.

A arma mencionada pelas testemunhas foi localizada e entregue à equipe da Polícia Científica. A perícia esteve no local, assim como o delegado responsável pelo caso.

As circunstâncias da ocorrência serão analisadas pelas autoridades. O registro policial aponta, até o momento, para a hipótese relatada pelas testemunhas de que o disparo ocorreu durante a tentativa de impedir que a vítima tirasse a própria vida.

Como ajudar alguém com pensamentos de morte - Os familiares e amigos devem, sobretudo, se dispor a se aproximar de alguém que demonstra estar sofrendo ou que apresenta mudanças acentuadas e bruscas do comportamento. É preciso estar disposto a ouvir e, se não se sentir capaz de lidar com o problema apresentado, ir junto em busca de quem possa fazê-lo mais adequadamente, como um médico, enfermeiro, psicólogo ou até um líder religioso. De acordo com os médicos, o ideal é que a pessoa seja encaminhada a um psiquiatra e seja medicada. E, no mundo ideal, que tenha um acompanhamento de um terapeuta e o apoio da família.

Outro fator importante a ser lembrado é que, caso a pessoa precise fazer uso de algum medicamento, ele não tem efeito imediato. Por isso, os primeiros 30 dias após uma tentativa de suicídio e o início do tratamento são os que precisam de mais atenção.

Na rede pública, a indicação é procurar os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Por lá, é possível marcar uma consulta com um psiquiatra ou psicólogo. O Centro de Valorização da Vida (CVV), fundado em 1962 faz um apoio emocional e preventivo do suicídio pelo número 188.

É preciso falar sobre suicídio - Apesar dos mitos envolvendo o tema, a prevenção ao suicídio avança. Na década de 1980, um estudo nos EUA afirmava que essas mortes poderiam ocorrer por imitação. E esse trabalho reforçou a ideia de que "não podemos falar sobre o assunto". Mais de 30 anos depois, a Organização Mundial da Saúde vai na direção contrária, dizendo que, sim, precisamos conversar sobre o suicídio.

Compartilhar:

Notícias Relacionadas