O Tribunal do Júri de Sidrolândia definiu, nesta quinta-feira (23), o destino dos acusados pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro. O principal réu, João Pedro Lopes, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Durante o julgamento que durou mais de 10 horas, ele voltou a admitir ter matado a vítima, afirmando que desferiu golpes de faca, embora tenha negado o uso de um martelo, como aponta a acusação.
Além de João Pedro, o Conselho de Sentença também condenou Jailson da Conceição Nascimento por lesão corporal seguida de morte e ocultação de cadáver, enquanto Otávio Miguel Santos de Souza recebeu condenação apenas por ocultação de cadáver. Como ambos permaneceram presos preventivamente por período superior às penas aplicadas, deixarão o sistema prisional. Já Natally Machado da Silva foi absolvida das acusações.
O crime teve grande repercussão em Mato Grosso do Sul. Magno desapareceu no fim de 2023 e seu corpo foi localizado meses depois, enterrado em uma cova dentro do terreno onde os autores moravam de favor. As apurações apontaram que a ocultação do cadáver teve como objetivo dificultar a descoberta do homicídio.
A decisão encerra a fase de julgamento em primeira instância do caso, um dos crimes de maior repercussão registrados em Sidrolândia nos últimos anos, embora ainda caibam recursos por parte das defesas e do Ministério Público, porém ao que tudo indica isso não deve ocorrer e João Pedro deve permanecer preso para o cumprimento da sentença.