Ex-trabalhadores do frigorífico Balbinos Agroindustrial se reuniram na manhã desta quinta-feira (10), na sede do Sindaves, em Sidrolândia, para discutir a situação dos funcionários que afirmam estar há quase 90 dias sem receber os valores devidos.
Segundo os ex-trabalhadores, os atrasos nos pagamentos ocorreram após a empresa ter a falência decretada, situação que deixou diversas famílias sem acesso aos salários e demais valores trabalhistas.
Durante a mobilização, a reportagem do Noticidade conversou com Agnaldo Bento, ex-trabalhador do frigorífico, que relatou as dificuldades enfrentadas pelas famílias e fez um apelo às autoridades por apoio.
Agnaldo afirmou que os trabalhadores não estão reunidos para provocar conflitos, mas para reivindicar o pagamento pelo trabalho realizado no frigorífico. “Estamos aqui, não estamos fazendo baderna, estamos reivindicando o nosso valor, o nosso suor que nós deixamos ali naquele frigorífico”.
Ele contou que possui uma longa relação profissional com o Balbinos. Segundo Agnaldo, foram cerca de nove anos em sua atual passagem pela empresa, além de um período anterior em que trabalhou ainda durante a construção do frigorífico.
Apelo por ajuda às famílias
Durante o desabafo, Agnaldo pediu apoio ao Poder Público e às autoridades envolvidas no processo de falência. Ele citou a dificuldade enfrentada pelas famílias para manter despesas básicas, como água, energia elétrica e aluguel. “Muitos pais de família, muitas mães de família estão aqui esta manhã pedindo, pelo amor de Deus, para o juiz também, que está lá nesse caso, que venha nos ajudar”, afirmou.
O trabalhador também pediu apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Sidrolândia, inclusive com medidas emergenciais para auxiliar as famílias que estão sem receber.
“Pelo menos com sacolão, para a turma que trabalha no frigorífico. Não recebemos nada, não estamos recebendo apoio de ninguém, estamos perdidos”, relatou.
Trabalhadores questionam demora
Agnaldo também demonstrou preocupação com o tempo necessário para a resolução da situação na Justiça. Segundo ele, enquanto o processo avança, as despesas das famílias continuam chegando. “Até quando vai ficar na Justiça? Vai mês, vai ano, vai passando, vai água, vai luz, vai aluguel, vai tudo e nada”, desabafou.
Ao final, ele reforçou que a mobilização busca chamar a atenção das autoridades para a situação dos trabalhadores e seus familiares. “Tem pai de família, tem criança no lar esperando o mantimento, e nada. Então, pedindo, pelo amor de Deus, que venham nos ajudar”, afirmou.
A situação dos trabalhadores ocorre em meio ao processo de falência do Balbinos Agroindustrial, que também envolve discussões sobre o arrendamento da unidade e a preservação de recursos para o pagamento dos credores.