Final de campeonato acaba em briga generalizada e revolta de familiares em Sidrolândia
Tumulto começou após discussão em quadra; adolescente de 16 anos foi agredido e PM usou spray de pimenta para conter envolvidos.

Tumulto começou após discussão em quadra; adolescente de 16 anos foi agredido e PM usou spray de pimenta para conter envolvidos.

A final de um campeonato terminou com uma agressão contra um jogador de 16 anos, em Sidrolândia, na noite de sábado (4). A agressão, que teria sido causada pelo técnico do time adversário, gerou uma briga generalizada que foi contida pela PM (Polícia Militar) com spray de pimenta no ginásio municipal.
As imagens registradas por testemunhas mostram uma discussão e, logo, uma briga generalizada se iniciou. O público que assistia à partida também ficou com os ânimos exaltados.
A mãe de um adolescente agredido disse que estava assistindo a final do campeonato, que terminou com a vitória do time do filho dela. No entanto, o time adversário não teria aceitado o placar e houve uma briga dentro da quadra.
“[Eles] já estavam nervosos e não aceitando o placar e iniciaram uma briga. Até então o meu filho foi separar, pois ambos os atletas já jogaram juntos por outra escolinha ainda quando eram menores. O técnico foi e proferiu xingamento contra o meu filho, acabou ‘peitando’ ele e de repente ele agrediu o meu filho”, contou.
Segundo a servidora pública estadual, de 44 anos, a agressão gerou revolta, principalmente pelo fato de seu filho ser menor de idade. Ela explicou que o esposo desceu da arquibancada e foi até a quadra e brigou com o técnico.
“Os demais não concordando com a atitude do técnico partiram para cima dele. Infelizmente por conta disso a polícia chegou e usou gás de pimenta. Lamentável demais essa situação até porque o técnico era uma pessoa muito conhecida por nós”, lamentou a mãe do jogador.
A servidora se indignou com a agressão que, para ela, caracteriza falta de profissionalismo e competência por parte do técnico. “Me sinto destruída, pois nunca vou assistir o jogo do meu filho, e quando eu, meu esposo e minhas filhas fomos prestigiar, aconteceu isso. Sou mãe e jamais vou aceitar ou admitir que alguém faça o que ele fez”, desabafou.
Para o adolescente, a ficha ainda não caiu, conforme relatou a mãe. Não só a família, mas os amigos também estão revoltados com o ocorrido. “Para ele [adolescente] até agora não caiu a ficha e a revolta dos familiares e amigos está muito grande. Quando entramos em um campeonato ou uma competição, devemos ter total ciência que um vai ganhar e o outro vai perder. Isso sempre eu ensinei aos meus filhos. Nem eu como mãe nunca dei um tapa no rosto dos meus filhos”, afirmou.
De acordo com a PM, já havia uma equipe realizando o policiamento no ginásio. Diante da briga generalizada, foi acionado apoio e os policiais precisaram conter os envolvidos com uso de spray de pimenta.
A partida foi encerrada antes do previsto devido aos ânimos exaltados entre os jogadores. Como houve tumulto, ninguém foi detido.
Organização suspende competição
A organização do Campeonato Sérgio Paiva se manifestou após a confusão registrada durante a final em Sidrolândia e informou que o caso está sendo analisado pela comissão disciplinar. Segundo a nota, a associação dos árbitros também será ouvida, e as decisões devem seguir as regras da CBFS (Confederação Brasileira de Futsal).
Diante do ocorrido, a competição foi suspensa temporariamente. A organização afirmou que aguarda posicionamento dos órgãos competentes para definir a retomada e o encerramento do campeonato dentro das normas previstas. As equipes participantes serão comunicadas com antecedência sobre os próximos passos.
Em nota, o organizador, professor Jean, destacou que sempre adotou medidas de segurança e estrutura durante o torneio, como arbitragem regular, atendimento com ambulância e presença de seguranças nas fases finais. Ele classificou o episódio como uma “afronta” ao trabalho realizado e lamentou a repercussão negativa.
A organização também repudiou qualquer tipo de violência e garantiu que os envolvidos serão punidos, inclusive com encaminhamento para medidas legais, se necessário. A decisão final sobre o caso deve ser anunciada até terça-feira.
(Com informações do Jornal Midiamax).

Além da pavimentação, estão previstos meio-fio com sarjeta, calçadas, rampas de acessibilidade, instalação de piso tátil e sinalizações.

Novo ambiente beneficiará estudantes da zona rural e poderá ser utilizado nas atividades pedagógicas, com ações de capacitação em tecnologia promovidas pela cooperativa.

Programação começa às 7h30 na Avenida Antero Lemes da Silva e terá estrutura de apoio para participantes, público e organização do trânsito no entorno.