Carlos Augusto Marcelino Ortiz, de 35 anos, morreu após ser ferido com uma faca durante uma confusão com um vizinho na noite de quarta-feira (19), no Jardim Paraíso, em Sidrolândia. O suspeito da agressão foi localizado pela Polícia Militar e preso.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h05 para atender uma denúncia de agressão física com uso de arma branca. A vítima, com sangramento na região abdominal, conseguiu chegar até a residência de um vizinho e pedir socorro.
Dois moradores colocaram Carlos em uma caminhonete GM S10 e iniciaram o transporte em direção à UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Durante o trajeto, os moradores encontraram uma equipe do Samu nas proximidades da APAE e pararam o veículo para que os socorristas prestassem atendimento. No entanto, a equipe constatou que Carlos já estava sem sinais vitais.
Após ser informada sobre a morte, a Polícia Militar iniciou diligências para localizar o suspeito, apontado como Edemilson Amarilha. Conforme o registro policial, os militares foram até um imóvel na Rua General Pinho, também no bairro Paraíso, onde encontraram marcas de sangue na varanda.
Durante as buscas em um imóvel localizada nos fundos do terreno, os policiais localizaram Edemilson em um dos cômodos.
Questionado sobre o ocorrido, o homem teria confessado a agressão e alegado que agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, houve um confronto físico com Carlos e uma faca de cozinha teria sido utilizada durante a briga. A arma, porém, não foi localizada pelos policiais.
O suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
A morte de Carlos Augusto causou comoção entre familiares e amigos. Nas redes sociais, conhecidos lamentaram a forma como o homem perdeu a vida.
“Que triste, meu amigo. Você era um cara bacana, trabalhador, honesto. Perde a vida de uma forma trágica. Descanse em paz”, escreveu um amigo.
Outro comentário lamentou a morte e questionou a violência: “Um grande amigo. Até onde chega a crueldade do ser humano”.