Receita Federal deflagra Operação Purgatio e investiga empresa de Maracaju sobre contrabando de agrotóxicos
Ação da Receita Federal, Polícia Federal e Ibama cumpriu mandados em Maracaju, Campo Grande e Miranda.

Foto: Divulgação
Ação da Receita Federal, Polícia Federal e Ibama cumpriu mandados em Maracaju, Campo Grande e Miranda.

Foto: Divulgação
Uma empresa do setor de produtos agrícolas, situada em Maracaju, foi alvo nesta quinta-feira (12) da Operação Purgatio, ação conjunta realizada pela Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
A operação investiga um esquema de entrada ilegal de agrotóxicos no país, com produtos que teriam origem no Paraguai. Além de Maracaju, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a pessoas físicas e empresas nas cidades de Campo Grande e Miranda.
Conforme informações divulgadas pelo site Campo Grande News, os agentes federais estiveram na sede da empresa localizada às margens da BR-267, na saída para Dourados, além de realizarem diligências em residências e em um escritório de contabilidade.
De acordo com a Receita Federal, a ação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate a crimes ambientais e à entrada irregular de produtos no país, especialmente aqueles que podem causar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que podem auxiliar na investigação. Também foram recolhidas quantidades consideradas significativas de agrotóxicos irregulares, cuja comercialização e utilização são proibidas no Brasil.
Em nota, a Receita Federal destacou que a operação reforça a atuação conjunta dos órgãos públicos no enfrentamento de atividades ilícitas que afetam a segurança da população, o meio ambiente e a economia.
“A iniciativa reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais”, informou o órgão.
Estudos apontam que o comércio ilegal de agrotóxicos representa cerca de 25% dos produtos utilizados nas lavouras brasileiras e movimenta aproximadamente R$ 21 bilhões por ano. Mato Grosso do Sul é considerado uma das principais portas de entrada desses produtos, muitos deles provenientes da China ou falsificados no Paraguai.

Segurança jurídica, qualificação e competitividade estão entre as prioridades da nova gestão. Posse da nova diretoria será realizada em outubro.

Cerimônia será realizada no dia 27 de novembro.

Ação integrada reforça avanços no atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e na melhoria das condições do local.