Noticidade
Geral

Medo da febre amarela faz procura pela vacina triplicar em postos da Capital

Medo da febre amarela faz procura pela vacina triplicar em postos da Capital

Publicada em
Atualizada em
Medo da febre amarela faz procura pela vacina triplicar em postos da Capital

Mato Grosso do Sul está cercado de casos de febre amarela, mas desde que a doença ressurgiu no Brasil no início ano, o Estado é o único do Centro-Oeste que não tem notificações. Apesar do dado positivo, a corrida aos postos de saúde foi inevitável.

Nos dois primeiros meses deste ano, 29.010 pessoas foram vacinadas contra a doença, o triplo do número de vacinados em janeiro e fevereiro do ano passado – 9.480 pessoas.

Além do medo da doença ter feito crescer a procura pela vacina, principalmente por quem havia se imunizado há mais de dez anos, a campanha de vacinação iniciada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) na área rural de Campo Grande contribuiu para o aumento da quantidade de vacinados.

A Sesau começou no dia 30 de janeiro e a meta era visitar 2,5 mil residências de fora do perímetro urbano e vacina ao menos 10 mil pessoas em um mês. Até o dia 14 de fevereiro, uma a cada quatro pessoas visitadas precisaram de imunização. O trabalho continua, conforme assessoria de imprensa da secretaria.

Karine Barbosa, do Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde) da SES (Secretaria de Estado de Saúde), explica que embora o pânico da febre amarela tenha feito a população correr para os postos de saúde, nem todo mundo precisa se vacinar.

“Se a pessoa já tem uma dose, só precisa fazer o reforço depois de dez anos, isso porque o Ministério da Saúde preconiza duas vacinas ao longo da vida. A OMS [Organização Mundial da Saúde] considera a pessoa imunizada com uma dose”.

Neste início de ano, após a divulgação de surto da doença em outros Estados, muitas pessoas que não sabiam e não tinham registros de quando tomaram a vacina contra a febre amarela acabaram recebendo a dose. Outra parcela de pessoas que foram imunizadas são as que precisaram viajar para local onde o comprovante da vacina é obrigatório.

Rede privada – Nas clínicas particulares de vacinação também houve procura, principalmente por quem precisava do comprovante de imunização para viajar. Mas, a maior parte das pessoas liga apenas para tirar dúvidas, segundo a enfermeira responsável pela Vaccine Care, Nataly Corrêa de Moraes.Ela explica ainda que o ideal é que crianças sejam imunizada aos 9 meses e depois aos 4 anos. Na rede privada, a dose contra a febre amarela custa de R$ 170 a R$ 200.Sem casos – Karine explica ainda que como Mato Grosso do Sul fica em área considerada de risco para a doença, a vacina está inclusa no calendário obrigatório e, portanto, a maior parte da população já está protegida.

Rede privada – Nas clínicas particulares de vacinação também houve procura, principalmente por quem precisava do comprovante de imunização para viajar. Mas, a maior parte das pessoas liga apenas para tirar dúvidas, segundo a enfermeira responsável pela Vaccine Care, Nataly Corrêa de Moraes.

Ela explica ainda que o ideal é que crianças sejam imunizada aos 9 meses e depois aos 4 anos. Na rede privada, a dose contra a febre amarela custa de R$ 170 a R$ 200.

Sem casos – Karine explica ainda que como Mato Grosso do Sul fica em área considerada de risco para a doença, a vacina está inclusa no calendário obrigatório e, portanto, a maior parte da população já está protegida.

“Isso explica não termos casos autóctones (moradores do Estado que contraíram a febre amarela aqui). Quando tivemos um caso em 2015, foi de uma pessoa que veio de Santa Catarina, sem vacina, e contraiu a doença em Bonito. Não há, de forma alguma, motivo para pânico”, esclareceu.Descartado – Um caminhoneiro de 39 anos que passou por Mato Grosso do Sul e depois apresentou sintomas de febre amarela em Blumenau (SC), cidade onde mora, não teve a doença.O caso estava sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica do município catarinense, e no início de fevereiro, exames laboratoriais descartaram contaminação pelo vírus causador da febre amarela, havendo a confirmação de que na verdade ele teve leptospirose.O Ministério da Saúde chegou a colocar Mato Grosso do Sul na lista de unidades da federação com notificações, mas depois tirou o Estado, antes dos resultados dos exames feitos no paciente ficarem prontos.Surto – Conforme o boletim do Ministério da Saúde, no Brasil, há 1.101 casos de febre amarela em investigação e 492 confirmados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados.

“Isso explica não termos casos autóctones (moradores do Estado que contraíram a febre amarela aqui). Quando tivemos um caso em 2015, foi de uma pessoa que veio de Santa Catarina, sem vacina, e contraiu a doença em Bonito. Não há, de forma alguma, motivo para pânico”, esclareceu.

Descartado – Um caminhoneiro de 39 anos que passou por Mato Grosso do Sul e depois apresentou sintomas de febre amarela em Blumenau (SC), cidade onde mora, não teve a doença.

O caso estava sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica do município catarinense, e no início de fevereiro, exames laboratoriais descartaram contaminação pelo vírus causador da febre amarela, havendo a confirmação de que na verdade ele teve leptospirose.

O Ministério da Saúde chegou a colocar Mato Grosso do Sul na lista de unidades da federação com notificações, mas depois tirou o Estado, antes dos resultados dos exames feitos no paciente ficarem prontos.

Surto – Conforme o boletim do Ministério da Saúde, no Brasil, há 1.101 casos de febre amarela em investigação e 492 confirmados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados.

Campo Grande News

Mato Grosso do Sul está cercado de casos de febre amarela, mas desde que a doença ressurgiu no Brasil no início ano, o Estado é o único do Centro-Oeste que não tem notificações. Apesar do dado positivo, a corrida aos postos de saúde foi inevitável.

Nos dois primeiros meses deste ano, 29.010 pessoas foram vacinadas contra a doença, o triplo do número de vacinados em janeiro e fevereiro do ano passado – 9.480 pessoas.

Além do medo da doença ter feito crescer a procura pela vacina, principalmente por quem havia se imunizado há mais de dez anos, a campanha de vacinação iniciada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) na área rural de Campo Grande contribuiu para o aumento da quantidade de vacinados.

A Sesau começou no dia 30 de janeiro e a meta era visitar 2,5 mil residências de fora do perímetro urbano e vacina ao menos 10 mil pessoas em um mês. Até o dia 14 de fevereiro, uma a cada quatro pessoas visitadas precisaram de imunização. O trabalho continua, conforme assessoria de imprensa da secretaria.

Karine Barbosa, do Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde) da SES (Secretaria de Estado de Saúde), explica que embora o pânico da febre amarela tenha feito a população correr para os postos de saúde, nem todo mundo precisa se vacinar.

“Se a pessoa já tem uma dose, só precisa fazer o reforço depois de dez anos, isso porque o Ministério da Saúde preconiza duas vacinas ao longo da vida. A OMS [Organização Mundial da Saúde] considera a pessoa imunizada com uma dose”.

Neste início de ano, após a divulgação de surto da doença em outros Estados, muitas pessoas que não sabiam e não tinham registros de quando tomaram a vacina contra a febre amarela acabaram recebendo a dose. Outra parcela de pessoas que foram imunizadas são as que precisaram viajar para local onde o comprovante da vacina é obrigatório.

Rede privada – Nas clínicas particulares de vacinação também houve procura, principalmente por quem precisava do comprovante de imunização para viajar. Mas, a maior parte das pessoas liga apenas para tirar dúvidas, segundo a enfermeira responsável pela Vaccine Care, Nataly Corrêa de Moraes.Ela explica ainda que o ideal é que crianças sejam imunizada aos 9 meses e depois aos 4 anos. Na rede privada, a dose contra a febre amarela custa de R$ 170 a R$ 200.Sem casos – Karine explica ainda que como Mato Grosso do Sul fica em área considerada de risco para a doença, a vacina está inclusa no calendário obrigatório e, portanto, a maior parte da população já está protegida.

Rede privada – Nas clínicas particulares de vacinação também houve procura, principalmente por quem precisava do comprovante de imunização para viajar. Mas, a maior parte das pessoas liga apenas para tirar dúvidas, segundo a enfermeira responsável pela Vaccine Care, Nataly Corrêa de Moraes.

Ela explica ainda que o ideal é que crianças sejam imunizada aos 9 meses e depois aos 4 anos. Na rede privada, a dose contra a febre amarela custa de R$ 170 a R$ 200.

Sem casos – Karine explica ainda que como Mato Grosso do Sul fica em área considerada de risco para a doença, a vacina está inclusa no calendário obrigatório e, portanto, a maior parte da população já está protegida.

“Isso explica não termos casos autóctones (moradores do Estado que contraíram a febre amarela aqui). Quando tivemos um caso em 2015, foi de uma pessoa que veio de Santa Catarina, sem vacina, e contraiu a doença em Bonito. Não há, de forma alguma, motivo para pânico”, esclareceu.Descartado – Um caminhoneiro de 39 anos que passou por Mato Grosso do Sul e depois apresentou sintomas de febre amarela em Blumenau (SC), cidade onde mora, não teve a doença.O caso estava sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica do município catarinense, e no início de fevereiro, exames laboratoriais descartaram contaminação pelo vírus causador da febre amarela, havendo a confirmação de que na verdade ele teve leptospirose.O Ministério da Saúde chegou a colocar Mato Grosso do Sul na lista de unidades da federação com notificações, mas depois tirou o Estado, antes dos resultados dos exames feitos no paciente ficarem prontos.Surto – Conforme o boletim do Ministério da Saúde, no Brasil, há 1.101 casos de febre amarela em investigação e 492 confirmados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados.

“Isso explica não termos casos autóctones (moradores do Estado que contraíram a febre amarela aqui). Quando tivemos um caso em 2015, foi de uma pessoa que veio de Santa Catarina, sem vacina, e contraiu a doença em Bonito. Não há, de forma alguma, motivo para pânico”, esclareceu.

Descartado – Um caminhoneiro de 39 anos que passou por Mato Grosso do Sul e depois apresentou sintomas de febre amarela em Blumenau (SC), cidade onde mora, não teve a doença.

O caso estava sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica do município catarinense, e no início de fevereiro, exames laboratoriais descartaram contaminação pelo vírus causador da febre amarela, havendo a confirmação de que na verdade ele teve leptospirose.

O Ministério da Saúde chegou a colocar Mato Grosso do Sul na lista de unidades da federação com notificações, mas depois tirou o Estado, antes dos resultados dos exames feitos no paciente ficarem prontos.

Surto – Conforme o boletim do Ministério da Saúde, no Brasil, há 1.101 casos de febre amarela em investigação e 492 confirmados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados.

Compartilhar:

Notícias Relacionadas