O ex-governador e deputado estadual Zeca do PT se isentou da responsabilidade de indicação no programa que ele propôs para expandir a rede elétrica em áreas rurais, melhorar a produção e gerar renda no campo.
“O programa foi lançado e elaborado pelo governo Riedel, mesmo tendo apresentado a ideia que foi copiada, não tive acesso a nenhuma articulação. Os municípios foram selecionados pelo governo do estado e equipes da Energisa, não tenho absolutamente nada a ver com isso”, disse Zeca.
O deputado foi bastante elogiado pelo projeto que prevê investimento de cerca de R$ 172 milhões, com implantação de 2 mil quilômetros de rede e instalação de 500 transformadores. A proposta é ampliar a capacidade energética nas áreas rurais e permitir o uso de tecnologias que impulsionem a produção e a geração de renda. Contudo, ao saber que Sidrolândia ficou fora da primeira fase, inúmeros moradores, principalmente da grande Eldorado questionaram Zeca em grupos nas redes sociais, por isso ele fez questão de esclarecer que não é o responsável pela execução do programa.
Apenas sete municípios foram confirmados para receber os investimentos: Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Maracaju, Nioaque, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante.
De acordo com informações da Assessoria do Governo do Estado, o programa prevê atender cerca de 15 mil moradores em 17 municípios, com expansão da rede elétrica trifásica até 2028. Sidrolândia deve entrar só na segunda fase e não há data definida.
O prefeito Rodrigo Borges Basso encaminhou ofícios ao Governo do Estado e à concessionária de energia solicitando a revisão do cronograma e a inclusão da cidade ainda na fase inicial do projeto, pois conta com 27 assentamentos, além de aldeias indígenas e distritos e não pode ficar fora da lista inicial.
Dados apresentados pela prefeitura mostram que Sidrolândia tem 83 produtores na cadeia da avicultura, responsáveis por cerca de 30,7 milhões de aves por ano, atividade que depende diretamente de fornecimento contínuo e estável de energia elétrica. A exclusão de Sidrolândia do programa gerou críticas e questionamentos, principalmente por se tratar de um dos principais polos da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul.