Os cinco investigados presos na quinta-feira (26) durante ação do GECOC, ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em Sidrolândia, foram transferidos na manhã desta sexta-feira (27) para Campo Grande. Os custodiados foram encaminhados a diferentes unidades do sistema prisional estadual.
De acordo com as informações apuradas, os empresários Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, e Evertom Luscero foram levados para o Presídio de Trânsito de Campo Grande. Já o empresário Gedielson Cabral passou a cumprir prisão preventiva no Instituto Penal de Campo Grande.
A esposa de Ueverton, Juliana Paula da Silva, e a engenheira civil Flaviana Barbosa foram transferidas para o Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi.
As prisões preventivas foram determinadas pelo juízo do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande. O inquérito tramita em segredo de Justiça, o que impede o acesso aos autos, inclusive por parte das defesas, neste momento.
O caso - As prisões fazem parte da Operação Camuflagem, deflagrada pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia com apoio do GECOC. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão.
Segundo o Ministério Público, a investigação é um desdobramento de fases anteriores da Operação Tromper e apura a suspeita de lavagem de dinheiro, por meio de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores. A apuração aponta para a existência de uma estrutura organizada, formada por pessoas físicas e jurídicas, utilizada para movimentar recursos, esconder patrimônio e frustrar decisões judiciais de bloqueio.
Ainda conforme o MPE, a suposta rede envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de interpostas pessoas e a realização de pagamentos e transações financeiras em benefício dos investigados e de familiares, inclusive durante períodos de restrição judicial.