Inpasa protocola pedido para ampliar produção de etanol em Sidrolândia; audiência pública será em março
Projeto prevê aumento da capacidade produtiva e passa por novo enquadramento no licenciamento ambiental estadual.

Projeto prevê aumento da capacidade produtiva e passa por novo enquadramento no licenciamento ambiental estadual.

A Inpasa Agroindustrial apresentou ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) um pedido para ampliar a produção da usina de etanol de milho instalada em Sidrolândia. A proposta está em fase de licenciamento ambiental e já conta com Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) disponível para consulta pública.
Atualmente em operação regular, a unidade industrial pretende elevar sua capacidade anual de produção de etanol de 800 mil metros cúbicos para 1,1 milhão de metros cúbicos, o que corresponde a um acréscimo de aproximadamente 300 milhões de litros por ano. Com esse aumento, o empreendimento passou a se enquadrar em uma nova classificação ambiental, tornando obrigatória a elaboração do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), mesmo com a usina já em funcionamento.
De acordo com o relatório, o crescimento da produção está ligado principalmente à otimização dos processos industriais, com melhorias nas etapas enzimática e fermentativa, sem necessidade de grandes ampliações estruturais na planta existente.
A principal intervenção física prevista no projeto é a instalação de um equipamento do tipo Stacker Reclaimer, utilizado para o empilhamento e a retirada de biomassa. A estrutura deve ocupar uma área aproximada de 7,5 mil metros quadrados dentro do complexo industrial. O investimento estimado para a aquisição do equipamento é de cerca de R$ 91 milhões, valor que, segundo o estudo, não está diretamente associado ao aumento da capacidade produtiva.
O RIMA aponta que a usina utiliza água subterrânea captada por oito poços profundos, dos quais seis já possuem outorga e dois seguem em processo de análise. O consumo médio diário estimado é de 14.346 metros cúbicos, com operação prevista em até 355 dias por ano. A relação informada é de aproximadamente 4,7 metros cúbicos de água para cada metro cúbico de etanol produzido.
A empresa afirma adotar sistema de reaproveitamento, operando em circuito fechado, com recirculação da água ao longo do processo industrial.
Quanto aos resíduos líquidos, o relatório informa que não há lançamento direto em rios ou corpos d’água. Os efluentes industriais e sanitários passam por tratamento e são destinados à fertirrigação em áreas agrícolas da própria empresa, seguindo um plano específico que estabelece critérios técnicos, como restrições em períodos de chuva intensa, solos encharcados e respeito às faixas de proteção ambiental.
O estudo ambiental também prevê uma compensação financeira estimada em R$ 581,6 mil, que deverá ser destinada ao Imasul e ao Governo do Estado. A área total sob domínio da usina é de aproximadamente 118 hectares, com acesso principal pela BR-060, no trecho entre a MS-258 e o início da pista duplicada no perímetro urbano de Sidrolândia.
A audiência pública para apresentação e debate do projeto está marcada para o dia 26 de março de 2026, às 19h, na Câmara Municipal de Sidrolândia. O encontro é aberto à participação da comunidade.

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