O Conselho do Povo Terena de Mato Grosso do Sul divulgou uma nota pública de repúdio contra declarações atribuídas ao deputado estadual Zeca do PT, classificando as acusações como desinformação e ataques políticos direcionados ao secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Dr. Eloy Terena.
A nota é assinada por Valcélio Terena, coordenador do Conselho do Povo Terena, que reforça o compromisso da entidade com a defesa da verdade, da luta coletiva e dos direitos dos povos indígenas.
No documento, a entidade afirma que as narrativas divulgadas recentemente não passam de fake news construídas para deslegitimar conquistas históricas da política indigenista e enfraquecer a participação indígena nos espaços de decisão.
Segundo o Conselho, não procede a alegação de uso político do Ministério, “farra de diárias”, cooptação de lideranças, perda de autonomia da Funai ou uso de recursos públicos para interesses pessoais. A entidade destaca que todas essas informações já foram esclarecidas por meio de dados públicos, documentos oficiais e pela transparência do Governo Federal.
“O que está em curso é uma estratégia antiga de criminalização das lideranças indígenas que ocupam espaços institucionais. Quando um indígena assume responsabilidades de gestão, surgem tentativas de desqualificação, mentiras e distorções”, diz a nota.
A entidade também afirma que os ataques fazem parte de um contexto de racismo institucional, disfarçado de denúncias políticas, e reforça que o trabalho desenvolvido no Ministério dos Povos Indígenas representa um avanço após anos de desmonte das políticas voltadas aos povos originários.
Entre as conquistas citadas estão a reestruturação institucional, o fortalecimento da Funai, a retomada do Conselho Nacional de Política Indigenista e a maior presença do Estado nos territórios indígenas.
Para o Conselho Terena, atacar o secretário-executivo é atacar um projeto maior de autonomia, protagonismo e participação indígena na formulação de políticas públicas.
“O objetivo dessas falsas alegações é dividir o movimento, enfraquecer a organização coletiva e desacreditar o protagonismo indígena em um momento decisivo da história”, afirma o texto.
“O Conselho Terena reafirma seu apoio à atuação do Ministério dos Povos Indígenas e do Dr. Eloy Terena e repudia a desinformação como ferramenta de disputa política rasteira. Seguiremos vigilantes, organizados e mobilizados, defendendo a verdade, a luta coletiva e os direitos dos povos indígenas. Não nos calarão. A luta indígena não retrocede”, finaliza a nota.