Confusão em assentamento de Sidrolândia levou Bernal à delegacia dias antes de caso de homicídio
Ex-prefeito foi levado à delegacia após discussão em assentamento; dias depois, virou suspeito de matar servidor em Campo Grande.

Ex-prefeito foi levado à delegacia após discussão em assentamento; dias depois, virou suspeito de matar servidor em Campo Grande.

Onze dias antes de se tornar suspeito de um homicídio em Campo Grande, o ex-prefeito Alcides Bernal já havia se envolvido em outra ocorrência policial, desta vez em Sidrolândia.
O caso aconteceu no dia 13 de março, quando Bernal procurou a polícia após ser informado por um vizinho de que pessoas estariam ocupando um lote de assentamento de dele.
No local, os policiais encontraram uma mulher, que disse ter entrado na área após orientação do INCRA. Questionada, ela afirmou que não estava com documentos naquele momento, pois estariam com o marido.
A equipe policial aguardou a chegada do homem, que relatou ter feito o pedido junto ao Incra, mas ainda não possuía autorização oficial para ocupar o terreno.
Diante do impasse e da recusa das partes em deixar o local de forma voluntária, todos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia para evitar que a situação evoluísse para algo mais grave.
Na época, um vídeo registrou o momento da discussão entre Bernal e a mulher, dentro da delegacia. Durante o desentendimento, ela questiona: “Pode ter terra do Incra, senhor Bernal?", enquanto o ex-prefeito rebate perguntando quem teria autorizado a entrada no lote.
Homicídio - Nesta terça-feira (24), Bernal passou a ser investigado como principal suspeito de matar o servidor público estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.
O crime ocorreu em uma residência localizada na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. Segundo informações apuradas, o imóvel pertencia ao ex-prefeito, mas já havia sido leiloada.
A vítima teria ido até o local acompanhada de um chaveiro para tomar posse da casa, quando foi atingida por disparos de arma de fogo. O caso segue sob investigação.

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