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Com tráfego de mais de 7 mil veículos por dia, BR-060 volta registrar sequência de acidentes fatais

Dois, dos três acidentes causaram lentidão na rodovia e filas imensas. Os números oficiais do Plano Nacional de Contagem de Tráfego (PNCT), do DNIT, indicam que o trecho entre Campo Grande e Sidrolândia registrou média diária de 6.719 veículos em 2025, neste ano de 2026 o número passa de 7 mil.

Redação - Noticidade
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Com tráfego de mais de 7 mil veículos por dia, BR-060 volta registrar sequência de acidentes fatais

Rodovia perigosa já registrou inúmeras mortes e tráfego de veículos cresce a cada dia. (Foto: Direto das Ruas)

A BR-060, rodovia que liga Campo Grande a Sidrolândia, registrou três mortes em quatro dias. A mais recente ocorreu na madrugada desta quarta-feira (14), quando Alexandre Motta do Prado, de 56 anos, morreu após o Honda HR-V que dirigia colidir com um caminhão de transportadora no km 370,5, na saída da Capital para Sidrolândia. O caso se soma a outros dois acidentes fatais ocorridos no mesmo trecho no domingo (11) e na segunda-feira (12), em um intervalo de menos de 72 horas.

Dois, dos três acidentes causaram lentidão na rodovia e filas imensas. Os números oficiais do Plano Nacional de Contagem de Tráfego (PNCT), do DNIT, indicam que o trecho entre Campo Grande e Sidrolândia registrou média diária de 6.719 veículos em 2025, neste ano de 2026 o número passa de 7 mil.

O movimento cresceu nos últimos anos com a instalação de grandes empreendimentos em Sidrolândia, como o complexo da Inpasa, inaugurado em 2024 com investimento de R$ 2,3 bilhões, que passou a gerar circulação estimada de 500 a 800 carretas por dia.

A sequência de mortes na BR-060 reacende a reivindicação histórica pela duplicação dos 56,5 quilômetros entre Campo Grande e Sidrolândia, defendida pelo governador Eduardo Riedel e pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro. O DNIT contratou o projeto executivo do trecho por R$ 4.965.813,48, com conclusão prevista para maio de 2027. O estudo, porém, não garante pista dupla integral: estão em análise terceiras pistas, acostamentos, rotatórias, canteiros centrais e adequações urbanas, soluções consideradas mais compatíveis com o volume atual de tráfego e com o orçamento previsto da União.

Uma duplicação completa dos 56 quilômetros é estimada em cerca de R$ 400 milhões, valor que exigiria investimentos plurianuais. Como o orçamento do DNIT está fortemente comprometido com custeio, a obra depende de emendas parlamentares — a bancada federal de Mato Grosso do Sul poderia direcionar aproximadamente R$ 60 milhões por ano. Sem essa articulação, o projeto tende a permanecer no papel. Mato Grosso do Sul possui hoje apenas 137 quilômetros de rodovias duplicadas, o equivalente a 0,74% da malha viária estadual.

O projeto executivo da duplicação, previsto para maio de 2027, é o próximo desdobramento conhecido — condicionado à liberação de recursos federais.

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